Posts marcados como ‘consumer insight’
Zuji Beans
Quarta-feira, Setembro 3rd, 2008
Esta já é uma campanha com alguns meses, mas é absolutamente genial.A australiana Zuji, uma agência de viagens online, decidiu ajudar seus consumidores a economizar dinheiro para poderem viajar no final do ano.Para isso, pretendem criar uma série de produtos do cotidiano e venderem a apenas 10 centavos. Feijão é o primeiro deles. Produziram 10 mil latas de feijão, que foram vendidos em tendas e lojas montadas especialmente para a ação, as Zuji Bean Shops.A campanha contou com mídia impressa, outdoor, rádio e marketing direto, além de uma promoção que oferece 1 ano de suprimento de feijão. Segundo a empresa, isso pretende ser apenas a primeira parte de um esforço maior.Criada pela agência The Hallway/Happy Soldiers, a lógica da estratégia é que se as pessoas economizarem um pouco em cada produto do dia-a-dia, terão dinheiro para o que acreditam que todo mundo deve fazer: viajar mais. Fonte: Brainstorm #9
O Paradoxo da Escolha
Terça-feira, Agosto 5th, 2008Faz anos que não vejo uma teoria tão afinada com a cultura da sociedade moderna. Se você não ler este post pode estar deixando de conhecer o mundo atual.
Estamos condicionados a pensar que mais é mais. Parece-nos uma verdade evidente – daquelas que não requerem demonstração – que quanto maior o número de opções maior é nossa liberdade e maior o nosso nivel geral de satisfação. Barry Schwartz, professor de Teoria Social e Ação Social da Universidade de Swarthmore, escreveu The Paradox of Choice: Why More is Less (O Paradoxo da Escolha – Porque menos é mais) para provar que podemos estar errados.
Dito claramente, nunca houve tantas opções e em tudo quanto nos nosso dias. Carros, telefones celulares, programas de computador, cremes dentais, filmes, blogs, livros, biscoitos, planos de seguro, bonecas, músicas, parques de diversões, marcas de margarina, páginas da internet, restaurantes, religiões e relacionamentos – virtualmente cada possibilidade da vida arrasta atrás de si uma miríade de opções e subopções que cruzam-se e multiplicam-se promiscuamente – coisa sem precedentes na história da civilização, em que se costumou definir o valor de cada coisa pela sua escassez.
“A maioria das pessoas acha que a diversidade de opções é uma coisa boa. Afinal de contas, associamos escolha com autonomia, controle, independência e resultados desejados. Na realidade não é esse o caso”.
O paradoxo, segundo Schwartz, é que pensamos que queremos mais escolhas, mas quanto mais opções temos menos satisfeitos ficamos. Os tempos de escassez são invariavelmente vistos nostalgicamente, e com algum acerto, como tempos mais felizes.
Schwartz identifica quatro possíveis razões para essa insatisfação com a diversidade de opções:
1. O custo da oportunidade. Nossas decisões são maculadas por uma vantagem específica que tivemos de abrir mão no ato de fazermos determinada escolha. Analisando duas opções, você pode acabar concluindo que cada uma oferece algo que a outra deixa de oferecer; você percebe que, escolhendo uma, você estará invariavelmente perdendo alguma coisa que a outra opção podia garantir. Trata-se do custo da oportunidade: quanto mais alternativas você considera, maiores os custos de oportunidade de uma decisão.
2. Arrependimento. Há também o peso das opções integrais que deixamos de fazer. “Se aceito um emprego com um bom salário, posso me arrepender de não ter aceito um emprego numa boa localização. Posso me arrepender até mesmo de não esperar por um emprego hipotético com uma boa localização e um bom salário. Todas as outras possibilidades diminuem o prazer da minhas escolha”.
3. Capacidade de adaptação. Nossa capacidade de adaptação pode também trabalhar contra nós, quando uma decisão que parecia a princípio empolgante e inteiramente satisfatória perde gradualmente o brilho, ao ponto de deixar-nos insatisfeitos com a escolha original.
4. O peso da comparação. Finalmente, como estamos constantemente comparando-nos com as outras pessoas, acabamos concluindo sempre – e com todo o acerto – que alguém sempre está sempre em situação mais favorável.
Com base em como encaram a diversidade de opções, Schwartz divide as pessoas entre maximizadores e satisfazedores. Os maximizadores buscam incessamente e a qualquer custo a opção mais vantajosa – vasculham todas as lojas de todos os shoppings até encontrar o sapato que oferece o melhor custo-benefício. Os satisfazedores, por outro lado, procuram uma opção que lhes pareça satisfatória para o critério que determinaram para si mesmos. Assim que encontram uma opção que lhes pareça boa, param de procurar.
A evidência é de que não apenas os maximizadores gastam uma parcela muito significativa do seu tempo fazendo decisões, mas tendem ainda a ser menos felizes com as decisões que fizeram. Gastam mais tempo arrependendo-se e comparando-se com os outros ao seu redor, torturando-se com as opções mais vantajosas do que a que fizeram.
O paradoxo está em que a diversidade de opções pode produzir não a liberdade, mas a paralisia.
Texto retirado do Blog A bacia das Almas
E esse vídeo é sobre a palestra do autor no TED.
Vocês sabem como os ingleses cultivam sua criatividade?
Quinta-feira, Julho 10th, 2008
Esse vídeo demonstra exatamente de onde vem a criatividade dos ingleses. Muito bom saber como ela é fabricada.
Como as idéias e eventos de 1993 criaram o nosso mundo de hoje
Segunda-feira, Junho 23rd, 2008
A revista Wired criou um mapa descrevendo como as idéias e eventos de 1993 criaram o nosso mundo de hoje. Para quem não sabe, a maior quantidade de transformações ocorreu exatamente nesse período.
Consumidor Blindado
Quarta-feira, Abril 16th, 2008O século XXI possui um clima muito particular em relação às outras épocas do passado, pois é a primeira vez na história do planeta que a humanidade inteira está se dirigindo para um lugar que na realidade não existe: o mundo digital. Com isso, o aumento do conhecimento e do pensar se torna exponencial, modificando assim o comportamento dos consumidores do mundo todo. Poucos são os alertas a respeito disso, pois todo o assunto vem sendo tratado com um tom entusiástico. O mundo digital – cyber world, como se dizia há alguns anos atrás – aumentou consideravelmente o volume da informação, criando várias tendências.
A hipermegatividade é uma dessas tendências, e se refere ao aumento das atividades em que a mente dos consumidores se engaja durante o dia. São milhares de anúncios no trajeto da casa para o trabalho ou da escola para o clube, são novos conhecimentos, são centenas de notícias que podem modificar o mundo em apenas alguns minutos. Além de que, o mundo não é apenas um lugar para se estar, é preciso lutar para conseguir o seu espaço. Por isso a competitividade tomou conta da mente dos consumidores, querendo ser e ter tudo, na qual ou você se destaca, ou você se apaga.
Do outro lado disso tudo estão as marcas, entrando em confronto direto por um espaço dentro da mente ou, mais do que isso, da ATENÇÃO desses consumidores que querem ser e ter o destaque.
Hoje em dia, o cérebro dos consumidores não absorve mais as milhões de imagens captadas no dia-a-dia. Com isso ele acabou criando uma blindagem sólida para coisas comuns como outdoors, panfletos, mala-direta e diversos outros tipos de mídia e comerciais. Bloqueadas pelo cérebro, elas acabam se tornando lixo nas ruas e obstáculos ao cidadão comum, que somente quer chegar no trabalho ou em casa sem comprar nada no caminho.
Os consumidores nos dias de hoje procuram coisas novas para suas vidas. Coisas diferentes, impactantes, coisas que eles queiram carregar consigo, algo que atinja sua mente, descarregando adrenalina ou ceratina. O romance entre a propaganda de massa e o consumidor acabou. Eles buscam coisas novas e diferentes, como um novo namoro onde tudo se torna perfeito, curioso, apaixonante. A marca que se destacar e conseguir este impacto com os consumidores vai levá-los para casa, para o trabalho, para a praia. E eles vão amá-la.
Um dos bens mais preciosos da sociedade moderna hoje é justamente a ATENÇÃO. A tarefa que empresas e agências de propaganda possuem é “simples” para atravessar essa blindagem. É preciso somente fazer o que todos os especialistas de marketing vêm dizendo a décadas: criar um vínculo real, emocional, forte, inabalável com o consumidor. E como fazer isso? Bom, para isso vocês terão que ler o blxg mais vezes.
The Persuaders
Terça-feira, Abril 8th, 2008
Este vídeo faz parte de uma série da PBS - “The Persuader: How advertising change culture”, sobre a cultura da persuasão perpetuada pelas agências de propaganda para que o consumidor esteja sempre maravilhado. Quer saber a estrutura da persuação? Assista a todos os vídeos. Obs.: é necessário bom nível de inglês.
O 5º “P” do marketing
Quinta-feira, Abril 3rd, 2008Acredito que todos estão familiarizados com os 4 p’s do marketing: preço, praça, produto e promoção. Mas num recente artigo do site Brand Channel, o 5º P acaba de ser criado. Esse “P” significa: PARTICIPAÇÃO. E ele constrói a conversação de mão única entre marcas e consumidores numa relação obrigatória.
E, parece que o 5º P não é apenas uma teoria imaginatória concluída apenas do empirismo corriqueiro, mas algo consistente, com cases de sucesso na qual empresas de grande porte como Nike e Converse estão fazendo dar certo. Estão fazendo o consumidor ser um parceiro na construção das histórias e ações das marcas. A era do consumidor espectador terminou - aquele que fica na frente da tv absorvendo comerciais de 30” na esperança de achar algo que realmente lhe emocione a ponto de gastar dinheiro - agora começa uma nova era, uma era na qual esse consumidor é produtor de conteúdo.
Mas, enquanto muitos estão apenas testando essas águas, outras empresas já estão se beneficiando incrivelmente disso. Confira alguns exemplos:
1. Os consumidores desenhando seus próprios tênis (Nike ID: www.nikeid.com);
2. Os consumidores fazendo os comerciais de tv (Converse: www.conversegallery.com);
3. Os consumidores podem criar embalagens para Jones Soda’s (www.jonessoda.com);
Qualquer pessoa que um dia na vida tenha lido o Manifesto Cluetrain, já citado aqui no blxg, irá perceber que o mercado não são as empresas - o mercado são os consumidores, e que com, o advento da internet, deixá-lo de fora da vida das empresas é e será o maior erro do século. As empresas que, agora, não deixarem os consumidores entrarem, serão fadadas ao esquecimento e ao abandono. O artigo fecha com seis pontos-chaves para entender essa nova Era de Consumo e como as empresas podem se adaptar a ela:
1. MUDE SUA VISÃO
É tempo de ver seu consumidor como cliente e colaborador. Dê ferramentas para ele criar e compartilhar. Dê a ele a opção de trabalhar lado-a lado-com você.
2. NÃO TENHA MEDO
A única maneira de tomar riscos é tomando-os. Portanto, não tenha tanto de medo de inovar.
3. SEJA AUTÊNTICO
Não tente esconder, ser o que não é. A maior regra de RP do momento é justamente ser honesto.
4. CRIE SEU PRÓPRIO CAMINHO
O que for que você fizer, não faça igual aos outros. Crie suas próprias ferramentas, crie algo totalmente novo, que nunca tenha sido feito antes.
5. OUÇA E APRENDA
Deixe o consumidor saber que suas opiniões importam. Não encha suas bocas com aquilo que você quer ouvir. Aprende como ouví-los e entregue o que eles querem.
6. NÃO FIQUE, CASE
Isso não é um casinho que você está tendo com o consumidor. Coisa de uma noite e acabou, ainda esperando que se apaixone por você. É preciso comprometimento, dedicação, tempo, criação de laços contínuos.
Adaptado do inglês do site da Fallon Planning Blog
Geração Gamers
Quinta-feira, Abril 3rd, 2008Um antigo antropólogo dizia: “Me mostre como as crianças brincam que te direi como os adultos trabalham”.
Baseado nessa idéia iremos tentar traduzir algumas idéias que encontramos por nossas andanças, como esta página do Flickr.
“ Uma geração está crescendo com uma gama muito diferente de games – e jogam esses games de forma diferente também. Apenas olhando uma criança com um vídeo game novo. A última coisa que fazem é olhar o manual . Ao invés, disso, pegam o controle e saem jogando para ver o que acontece. Isso não é um processo randômico; é a essência do método científico. Através da tentativa e erro, os jogadores criam um modelo de aprendizado baseado no empirismo pela ação. É um rápido ciclo de hipóteses, experimento e analises. E não é nem um pouco parecido com modelo linear de resolver problemas, que seria: ler primeiro o manual , coisa que os pais fariam. Essas características podem não ser ainda evidentes, mas os jovens jogadores – o fato é que eles estão aprendendo de uma forma totalmente nova – irão transformar o mundo em um lugar de criação e não de consumo. Esse é a verdade sobre o impacto que os videogames farão em nossa cultura.” – Ou melhor, já fazem.
PENSE NISSO COM FORÇA, PORQUE ESSES SERÃO SEUS GERENTES DE MARKETING - PESSOAS ACOSTUMADAS A EXPERIMENTAR ANTES DE VER AS CONSEQUÊNCIAS. E SEUS CONSUMIDORES IRÃO ADORAR ISSO.










